16/03/2010
Boas vindas
Dinâmica de acolhimento
Os professores cursistas foram motivados a relatar a experiência pessoal de como foram alfabetizados. O método tradicional foi evidenciado em todos os relatos: o uso da cartilha, o modo silabário e as pressões por parte dos professores alfabetizadores e familiares. Alguns relatos nos revelaram facetas desconhecidas de alguns cursistas que, depois de contar a experiência de alfabetizado, deixou-nos admirados pela superação conseguida com apoio de alguém.
Depois dessa primeira parte, houve uma discussão sobre o conceito dos termos “alfabetização” e ”letramento”. Cada um revelou o seu conhecimento a respeito dos termos e a aplicação nas suas atividades pedagógicas. Como alguns já freqüentaram o Proletramento, o debate foi esclarecedor.
O Livro do professor “Alfabetização e Letramento” serviu de base para a leitura e discussão também dos níveis de linguagem.
Ainda pela parte da manhã, houve a visita da técnica do MEC, responsável pelo monitoramento do Programa Escola Ativa no Estado, e acompanhada da Secretária de Educação. Ela veio para visitar as escolas, mas estávamos na formação, a visita se resumiu nesse evento. As indagações foram relativas a execução das ações nas escolas. Repassamos que ainda não estava sendo implementado os pontos do programa devido o tempo e a própria formação, pois estávamos tendo, em Belém, uma agenda de formação muito próxima uma da outra. A técnica também mostrou preocupação pelos dias destinados a formação local, pois deve ser seqüencial, sem interrupções. Foi-lhe justificada essa forma para não tirar o professor de sala de aula e também o período “despedaçado” não se torna um hiato das ações. Quando o professor retorna à escola, ele leva uma atividade a ser desenvolvida e socializará no outro dia.
Pela parte da tarde os níveis de alfabetização revisados através de uma apresentação, e leitura de textos sobre a pisicogênese e estratégias de alfabetização adapatados para essa formação, e depois houve exercícios em grupos de diagnose de textos produzidos por alunos que estão em níveis de alfabetização. Uma vez discutido e diagnosticado em grupo os textos, eles foram socializados e passíveis de comentários por outros grupos.
Muitos professores se mostraram satisfeitos pelo aprendizado do dia e confessaram que não sabiam como diagnosticar o processo de alfabetização de seus alunos, mas com a formação eles poderão fazer isso com mais segurança. E essa foi a atividade deixada para o dia seguinte: os professores retornaram às suas respectivas escolas para fazerem entre os seus alunos um diagnóstico do nível de alfabetização em que se encontram.
17/03/2010
Professores nas escolas desenvolvendo a tarefa determinada no dia anterior.
18/03/2010
Boas Vindas
Dinâmica
Reafirmação do Compromisso dos comitês: houve uma chamada para o compromisso de implementar nas salas de aula o modelo que executamos nas formações. Os comitês foram formados e novamente colocados em prática para orientação de sua implementação nas classes.
A seguir foi visto o vídeo que mostra os alunos que ilustram várias situações no processo de alfabetização. Os professores puderam analisar e discutir os níveis de alfabetização de cada caso apresentado.
A seguir os professores socializaram o diagnóstico das turmas em que eles exercem atividades, seguindo as orientações dadas no primeiro dia da formação. Todos conseguiram identificar o nível de alfabetização de seus alunos.
Diante do perfil de seus estudantes por níveis de alfabetização, demonstrado na socialização e de conhecimento específico de cada professor, foi dada como atividade a elaboração de estratégias, a ser executada nas turmas, de como ajudar os alunos a avançar de nível. Essa atividade será socializada no dia 30 de março, último dia de formação do módulo II do Programa.
No período da tarde, apresentamos os livros do Escola Ativa e a estrutura didática: Os ícones, as unidades, os módulos, e o encadeamento de ações.
30/03/2010
Como havia sido determinado no dia 18, hoje seriam apresentadas as estratégias criadas pelos professores para contribuir no processo de alfabetização de seus alunos. A expectativa a respeito da apresentação foi alta. Como formadores se mostraram contagiados pela dinâmica das atividades nos dias de formação, e especialmente pelo desenvoltura dos cursistas sobre o tema alfabetização e letramento, esperava-se que tivéssemos bons modelos de trabalhos que despertassem no coletivo idéias de como trabalhar suas práticas de ensino. Mas quando as apresentações se seguiram, e não foram tantas como foram determinadas, percebeu-se a falha em algum ponto. Na capacidade dos professores não foi. Sem revelar a eles a minha insatisfação, descobri através de conversas que a falta de material de apoio na confecção de alguns instrumentos que servem de mecanismos de aprendizagem, foi um ponto fundamental para o não cumprimento das atividades no grau esperado por mim. Detectado o motivo de termos uma apresentação negativa, solicitamos da SEMED uma quantidade significativa de material (cola, papel, tesoura, Eva, caneta, tintas...) para atender a essa necessidade de produção de nossos cursistas. Mas os professores que apresentaram conseguiram captar a importância do diagnóstico e da estratégia de ensino para evoluir o aluno nos seus estudos.
Recuperamos alguns pontos da primeira formação: croqui, caderno de avaliação, calendário de produção, ficha familiar etc. Diante dessa retomada de conhecimento, insistimos com os cursistas sobre a responsabilidade de cada um em colocar em prática em suas classes o conhecimento da formação. Para manter esse compromisso, construímos um cronograma de ações que devem acontecer nos meses de abril, maio e junho. Após o encontro do V módulo em Belém, iremos fazer a visita pedagógica do Programa Escola Ativa nas Escolas multisseriadas. A seguir está o esquema de ações para as escola:
Ações para a Escola Ativa 2010
Após esse combinado de ações, ficou determinado que o próximo encontro será nos dias 14, 15 e 16 de abril de 2010.